Um corpo sem mente, uma
anatomia prestes a explodir, uma falha de sistema, um controle desnecessário. O
ser visa corresponder a um ideal de ser, tenta controlar o incontrolável,
procura viver em busca do prazer mas sem querer descobre que o fim é o fim e
nada mais. Os mistérios que ficam por desvendar, a verdade dos acontecimentos,
a mentira pelo bem-estar fazem do ser um eterno caminhante perdido. Uma luta de
palavras sem significado nem significante acontece durante uma vida, durante milénios,
e ela, a mãe terra ou o planeta azul que sempre desprezou o ser, vai dando
sinais de limpeza, vai a pouco e pouco querer fazer desaparecer.
16 de dezembro de 2013
26 de novembro de 2013
A bondade
Uma voz grave, uma gorda radical, uma
modelo horrivelmente feia é uma mulher com sal. Um ideal idealista narcisista, egocentrista,
elitista é um verdadeiro utopista, e com a maior arrogância do mundo faz o
insignificante. A terra está cheia de coisas más e feias. Um rosto bonito esconde
uma alma feia, por detrás de uma linda amizade existe uma grande falsidade.
Esta terra não trás nada de novo, a evolução é coisa de uma mente perdida e não
há nada que seja verdadeiramente verdadeiro. A simplicidade produz na verdade o bom
ser, o real pleno, o segredo do eu, a vivacidade pela bondade.
29 de setembro de 2013
A menina
A lua nasce e pousam dois
mochos no mesmo lugar. O mar deixa passar uma brisa fria no rosto de uma menina
que não sabe o que quer. Numa praia deserta ouvem-se gemidos de uma gaivota
ferida, um animal morto a beira-mar, barcos ao longe, uma tempestade em terra. Havia
dentro de um poço duas gotas de água pura, numa montanha esculpida pela chuva
escondiam-se três gatos amuados todos molhados à espera de um rouxinol. A lua já
se foi e o sol não quer nascer. No escuro existem formas de luz que a menina
não que ver.
2 de março de 2013
Uma Viagem.
Uma viagem que dura uma vida, uma sensação de planar no tempo, fortes brisas frias, emoções pouco sadias. As noites luminosas provocam momentos de profunda ilusão, um esquecer da nossa essência. Não existe um futuro certo, não há na verdade um prepósito para a nossa humilde existência. Vivemos apenas. Através da experiência, com ou sem sentido, à procura de algo… do prazer. Ocupemos o nosso tempo querido, uma luta, uma data marcada lá no fundo; mausoléu. Cedros em busca do céu depois de um amanhecer; esquecemo-nos que nós somos a nossa melhor companhia, esquecemo-nos talvez por não conseguimos encontrar o nosso verdadeiro eu. Talvez por não sabermos quem realmente somos!?
7 de dezembro de 2012
Uma refeição
Mentes instáveis procuram o sabor do bem-estar, a satisfação no ser, o sucesso da realização, um grito de liberdade. Copo de vinho à mesa, uma refeição, depois da sobremesa vem uma surpresa. Mais, engole-nos o céu com um sentimento de esperança, uma facada falhada, uma loucura nos olhos de quem não vê, um nascer do sol depois de uma noite fria. Passaram-se anos de melancolia em busca do nada nem porquê. Uma visão distraída, uma sensação amarga no tempo. O insucesso paira no ar, desequilíbrio é constante, a insanidade ocupa lugar num corpo demente. Querem se fazer passar por loucos, mas ninguém é diferente, são seres atrevidos mas não passam de uns vendidos, que por mais infelizes que sejam não se dão por vencidos.
14 de novembro de 2012
democracia à portuguesa
A salvação de uma pátria triste, a salvação de uma nação pobre é feita de um acréscimo de pobreza produzindo ainda mais tristeza. Existe um ps e um psd, com pouco sentido social fazendo da democracia uma coisa anormal…mais um bando de esquerdinos, outros andam para cima e para baixo, e dão tantas voltas...sem ninguém perceber nada. É uma cilada! Um povo pouco unido, uma selecção de futebol, uma praça de touros bravos e uma bandeira enjoada. Barcos naufragados, portos vazios, terras e mentes apodrecidas com pouca vontade de cultivar. Desemprego para uns, reformas vitalícias para outros, uns com muito outros sem nada. Oh triste fundador D. Afonso. Uns gostam muito de Salazar, e outros não gostam nada, uns gostam do Mário e do Cavaco, outros nada. Um é Coelho, outro é Portas, outro tem nome de filósofo, um é inSeguro e um outro ainda armado, com as Costa's quentes. Seja de esquerda ou de directa a política é sempre a mesma, uma classe de engravatados, com malditos maçons marados, uma divida sem culpados? Austeridade sem sentido! Uma crise nos bolsos de um povo que não sabe o que quer. Um povo que perdeu a sua identidade, um hino surreal, uma lágrima no olho, o sentimento actual.
2 de novembro de 2012
Triste sina...Psicadélica rotina
…Psicadélica rotina ao virar da esquina perante um tempo lúcido e um desenvolvimento subtropical. Ingresso no princípio do fim, à entrada mórbida do meu ser, vejo luzes de fogo, profundezas e tempestades. Mais nada resta, apenas um caminho já descrito, previamente distinto e uma salvação que ficou por agarrar. Já não há esperança para o pombo doente, entregava correio, mas morreu no passeio depois do Senhor passar. Vidas há muitas e com pouco valor lá no rio de um pato, um gato-sapato, um nevoeiro serrado, derradeiro luar. Nuvens brancas e uma bandeira envergonhada…oh portugal, país pequenino que pontapés leva, bicudos são, sorrisos nos lábios de tanta corrupção. Triste sina…
25 de abril de 2012
Neblina no céu
Neblina no céu azul entre o medo e as estrelas que se fazem ouvir, saborear os pedaços de sol, voar entre o mar numa razia a tempestades. Nunca mais o dia acaba, o sono já não trás sonhos bons, mistérios por desvendar. A alegria sente-se com falta de harmonia, desonra, sensos comuns, seres divididos em duas partes, uma boa outra má. Várias faixas num só piso, uma direcção apenas, seres perdidos no espaço e uma maça no paraíso. Assim, entre o mar e a terra existe apenas guerra.
5 de março de 2012
...
Passaram-se dois dias. Mulheres despidas de preconceitos homens vestidos de inocência, o mundo tornou-se mais limpo e seguro. Ser maléfico entre a espada e a parede tornam-se puro, catarse desenrolada entre feridas e nódoas de tumores, vê-se o equilíbrio no vento na nuvem mais sadia no céu azul de frescura sem que exista emoção para tanta felicidade. O beijo inesperado dá forma de vida a uma morte. Sensações inconscientes de pessoas sem espírito de alegria, e o vento passa o sol nasce e o dia desaparece, uma vida.
24 de fevereiro de 2012
Natureza
As plantas são seres tal como os animais ao contrário do homem que já só é pó. O moldar o mundo de forma egoísta apenas cria um rio navegável de cadáveres por todos os estômagos de homens que não têm sentido de vida natural. Cancros há muitos, e são nas mentes ocas que se prendem, depois da vingança do mundo olham para um Deus sem receberem resposta. O silêncio, é um som da natureza, é puro e perigoso.
4 de fevereiro de 2012
Momentos de Prazer
Suave brisa fria, adormece o ser, fustiga a melancolia que acaba de morrer. Os sonhos são momentos de prazer, e o homem vê neles a sua vida destorcida pensado que as coisas acontecem porque têm de acontecer. Triste sina, com aventuras por mundos que preenchem uma história de embalar, não, mais vontade existe em acordar!
18 de novembro de 2011
Escuridão
Na escuridão revejo o meu destino vezes sem conta. Memórias do passado repassam como reflexos, lembranças que já não recordava e que afectam o meu caminho desenquadrado do presente. Em busca de um mar alto, de um vento forte, uma trovoada amaldiçoada que sossega o meu espírito desavergonhado sem que houvesse o amanhã. Desejos, não mais procura, o sentimento é enorme e tem receio em não desaparecer. Espera o amanhecer, o nascer de uma estrela, que trás luz, dá esperança ao acordar de uma ilusão sem quaisquer sinais. A paixão que faz girar o mundo desaparece de um louco que aproveita a vida de uma forma descabida, mata o seu corpo e ri-se com isso. Na escuridão existem muitos mistérios.
7 de novembro de 2011
A luz Negra
Na escuridão do tempo sobressaem sentimentos nunca antes imaginados, linguagens codificadas que se desenvolvem perante um ouvido completamente surdo. Os cérebros ligados às estrelas proporcionam uma visão paralela a um centro de gravidade nula e exploram um mundo que todos desconhecem e que lá não vive ninguém. Pudores destemidos ao cimo de uma luz negra reflectem sombras de espelhos desenquadrados por um mar sem fim, e deita-se ao luar novo, numa noite de céu de chuva sem saber de onde partiu nem para onde vai. A luz reflecte aquilo que na realidade nós somos.
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